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Fluoretação das águas ainda é questionada

A
fluoretação das águas de abastecimento público ainda é questionada e, volta e
meia, se torna tema de reportagens na mídia, posts e comentários nas redes
sociais. De acordo com as publicações, o flúor pode estar relacionado, por
exemplo, com o infarto do miocárdio e o enfraquecimento dos ossos da bacia.

Para o Prof.
Dr. Jaime A. Cury, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba / Unicamp, essas
são apenas teorias e a presença do flúor nas águas de abastecimento, em
quantidades adequadas para o consumo, é importante para prevenção da cárie.

De acordo
com o professor, as alegações contrárias a fluoretação têm raízes históricas.
“Após a 2ª. Guerra Mundial começaram as campanhas contra a fluoretação da água.
A primeira delas alegava que a razão não era saúde, mas sim um “Plano
Comunista” porque o flúor diminuiria a inteligência dos americanos!”, relata.

O professor
acrescenta que hoje as “teorias conspiratórias” continuam e, pior, são
propagadas para um público ainda maior. “O que ocorre no presente é que nas
redes sociais essas “teorias conspiratórias” ganham uma dimensão muito maior.
Todas as doenças de causas desconhecidas têm sido historicamente atribuídas ao
flúor. O flúor da água já foi responsável no passado até por AIDS e no presente
sem nenhuma evidência de relação causa-efeito à hipotireoidismo”.

Foi na
década de 50 que estudos mostraram que populações de cidades americanas que
consumiam água com flúor natural, em concentração maior que 0,30 ppm F, tinham
menor prevalência de cárie em comparação as abastecidas por água tendo
concentrações desprezíveis do elemento.

“Esse fato
levou o serviço de saúde dos EUA a viabilizar o ajuste da concentração de
fluoreto nas águas das cidades deficientes de flúor. Os resultados foram
comparados com os encontrados em 2 cidades controles, uma tendo flúor natural
na concentração ótima e outra deficiente. Percebeu-se então que o efeito do
flúor agregado ao tratamento da água era o mesmo que o do natural. Assim, o
governo americano implantou no EUA seu Programa de Fluoretação da Água como
estratégia de saúde pública para prevenção de cárie”.

A quantidade
de flúor, no entanto, precisa ser ajustada, pois o excesso pode trazer
prejuízos para saúde. “Por isso, no Brasil a concentração de flúor da água é
ajustada a 0,70 ppm F porque nessa concentração há benefício de redução de
cárie e a fluorose dental decorrente não afeta a qualidade de vida das pessoas
quanto a estética dental. Por outro lado, quando há flúor natural na água em
concentração maior que o dobro do ótimo, embora a saúde geral da população não
seja comprometida, a fluorose dental pode atingir severidade que compromete a
estética dos dentes. Por isso o valor máximo permissível (VMP) de flúor natural
na água é 1,4 ppm F.”, explica o professor.

A
fluoretação é a melhor maneira de atingir toda a população, mas segundo o
professor, há outros meios. “Dentifrício fluoretado é
outro meio de escolha de uso de flúor que beneficia quem escova os dentes, com
redução de cárie. Esse efeito ocorre onde a água é ou não fluoretada. Outro
meio é por aplicação feita pelo cirurgião-dentista nos dentes dos pacientes”.

Confira
aqui
outras observações do professor sobre a fluoretação, seus benefícios para a
saúde e os mitos que envolvem a presença do flúor nas águas de abastecimento
público.

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