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Doar é um ato de amor!

CROSP enfatiza a importância de incentivar as doações de órgãos, de sangue e de medula óssea

Anualmente celebramos datas como o Dia Nacional de Doação de Órgãos e o Dia Internacional do Doador de Sangue, 27 de setembro e 25 de novembro, respectivamente. Tais ocasiões promovem o incentivo e o aumento no número de doações dessa natureza, que são vitais para a saúde de muitas pessoas. Contudo, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) lembra que o ato de doar deve ser estimulado durante o ano todo e, para isso, a informação é fundamental. 

Doação de órgãos

Quando se fala no assunto, o Brasil apresenta números expressivos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o país é referência mundial na área de transplantes, 

com o maior sistema público do mundo. Em números absolutos, é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece aos pacientes assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

O valor da comunicação prévia

Para ser um doador, a primeira coisa a fazer é comunicar a família sobre essa vontade, pois, no Brasil, a retirada de órgãos só pode ser realizada após a autorização familiar. Daí a importância do diálogo e informação sobre o assunto. A Cirurgiã-Dentista e membro da Câmara Técnica de Saúde Coletiva do CROSP, Dra. Patrícia Tozzo,pondera que, quando um familiar vem a óbito, instala-se um momento de muita sensibilidade, por isso o diálogo prévio, em que a pessoa manifesta seu desejo, favorece e facilita a doação de órgãos. 

“Naquele momento de perda do ente querido e de dor, quando já há esse consentimento anterior, a doação de órgãos se torna mais fácil. Quando se faz uma abordagem da doação de órgãos, nem todos estão preparados, por isso esse diálogo, essa discussão prévia, torna a doação algo mais tranquilo”. 

Dra. Patrícia considera também que trata-se de uma percepção de um ato educativo pouco discutido e trabalhado, pois, além de ser um momento difícil para o familiar, envolve custo alto com despesas relativas à despedida.     

Doação de sangue

Uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas. Apesar desse fato, a baixa no estoque dos bancos de sangue é recorrente, afinal, seu consumo é diário e contínuo,

já que não há um substituto para o sangue e sua utilização é necessária em situações diversas, como anemias crônicas, cirurgias de urgência, acidentes que causam hemorragias e complicações da dengue, febre amarela, tratamento de câncer e outras doenças graves. 

Como doar

– Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos, sendo que os indivíduos com idades entre 60 e 69 anos precisam ter feito a primeira doação até os 60 anos. Jovens menores de 18 anos devem possuir consentimento formal do responsável legal. 

Além disso, em qualquer idade dentro das regras de doador é preciso ter no mínimo 50kg; estar alimentado; não ter ingerido alimentos gordurosos antes da doação; ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas; e apresentar documento oficial de identificação com foto. 

Medula óssea

O transplante de medula óssea ou transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como as leucemias e os linfomas, e consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais de medula óssea, conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

É valido entender que existem duas possibilidades de transplante de medula óssea: um é o autólogo, no qual o paciente recebe células de seu próprio corpo, e o outro é o alogênico, no qual as células são provenientes de um doador, que pode ser alguém da família ou voluntário que se apresenta em um hemocentro.

Como doar

 

Para doar, as pessoas devem se dirigir ao Hemocentro mais perto e se cadastrar no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O REDOME é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo e conta com mais de 5 milhões de doadores cadastrados. Nele estão reunidos todos os dados dos voluntários à doação para pacientes que não possuem um doador na família. 

Dra. Patrícia lembra que toda pessoa cadastrada como doadora de medula óssea tem a possibilidade de ter isenção em concurso público, conforme estabelece a Lei 463/23.

“Apesar de termos em torno de 5 milhões de doadores no banco de dados, para uma realidade populacional de cerca de 203 milhões de habitantes no Brasil, podemos concluir que trata-se de um número bem reduzido de pessoas. Acredito que esse benefício é também uma forma de estimular, pois, querendo ou não, o transplante de medula óssea requer muitas características compatíveis para que possa ocorrer a doação”, conclui.   

Acesse o site:

Como se Tornar um Doador

A doação é um ato de solidariedade, de altruísmo e amor que salva muitas vidas.

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