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Dia Internacional da Educação: a importância de formar novos profissionais

O Brasil é o país com maior número de Cirurgiões-Dentistas no mundo, segundo dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO). São cerca de 383 mil profissionais, que contam com o apoio de 40 mil Técnicos em Saúde Bucal (TSB), 165 mil Auxiliares em Saúde Bucal (ASB), 20 mil Técnicos em Prótese Dentária (TPD) e 7 mil Auxiliares em Prótese Dentaria (APD).

Atualmente, no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) existem mais de 170 mil profissionais inscritos, entre Cirurgiões-Dentistas, ASBs, TSBs, TPDs e APDs. Esses números expressam a importância daqueles que se dedicam à tarefa de educar e formar profissionais qualificados.

No Dia Internacional da Educação, celebrado em 24 de janeiro, o CROSP destaca o papel dos educadores, especialmente dos professores da classe Odontológica, que se empenham para garantir a boa formação dos alunos da graduação do curso de Odontologia, dos cursos técnicos e de auxiliares e, também, os de especialização.

A Cirurgiã-Dentista e professora universitária Dra. Adriana Zink, mestre na especialidade de atendimentos a Pacientes com Necessidades Especiais e gestora das Câmaras Técnicas do CROSP, destaca que o educador acadêmico tem a missão de formar profissionais criativos, pensantes, questionadores e que busquem o conhecimento atualizado e baseado em evidências científicas, para a realização de prática clínica, de acordo com a Ética da Odontologia e ciência de qualidade.

Ela explica que o padrão de ensino foi modificado para que não apenas seja passado o conhecimento mas, sim, que seja adotada a postura de mediar esse conhecimento de acordo com a realidade de cada turma. “Temos que ser empáticos. O professor precisa identificar as necessidades individuais e adequar a forma de fazer essa mediação de conhecimento e engajar os alunos nesse aprendizado”, complementa Dra. Adriana.

Ensino e tecnologia

A Odontologia é uma das áreas que mais investem em tecnologia. A ciência e as pesquisas científicas estão em constante atividade trazendo novidades e melhorias para a profissão. Segundo a Dra. Adriana, o professor precisa estar atualizado e levar esse conhecimento para seus alunos, além de incentivar pesquisas e a iniciação científica, o que também é missão do docente.

Contudo, a professora aponta que um dos desafios no tocante à inovação diz respeito às falsas divulgações sobre produtos ou técnicas, que devem ser identificadas e extintas do meio acadêmico. “É uma grande missão. Enfrentamos diariamente uma enxurrada de falso conhecimento através das mídias sociais e vamos, aos poucos, adequando e conduzindo nossos discentes à busca por um conhecimento baseado na ciência”.

De acordo com a Dra. Adriana, o docente deve estar atento às fontes de conhecimento de seus alunos. Nesse contexto, ela enfatiza que a troca de saberes é muito importante, uma vez que representa também um momento de sinalização de conhecimento de indicações de fontes seguras para aquisição de conceitos. “Agindo dessa forma, vamos juntos levar uma Odontologia de qualidade à nossa população”.

Dicas e orientações

Com relação à crescente busca e oferta por cursos voltados à formação de profissionais da Odontologia, Dra. Adriana lembra que o CROSP e o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tem atuado em conjunto no monitoramento de novos cursos de formação odontológica. “A ampliação descontrolada não será benéfica para o Cirurgião-Dentista e nem mesmo para a população. Devemos estar preocupados em relação ao ensino dos graduandos e, principalmente neste momento, em minimizar os danos que a pandemia possa ter causado na formação de algumas turmas que foram obrigadas a cursar parte de sua graduação no formato de Ensino a Distância (EAD), além de incentivar o acesso a cursos de atualizações e congressos”.

Diante de inúmeras ofertas de cursos, Dra. Adriana declara que é importante que antes da matrícula, o discente avalie o currículo dos docentes e a grade curricular da instituição, buscando indicações no meio profissional. “O professor pode até estar nas redes sociais e ter muitos seguidores, é uma nova realidade, mas esse nunca deve ser o parâmetro de escolha de um curso ou mesmo de um tratamento”.

A principal dica fornecida por ela, destinada para quem pretende ingressar no curso de Odontologia e mesmo para aqueles que já estão formados e pretendem manter-se em constante atualização, é que essa profissão requer constante atualização. “Para fazer faculdade de Odontologia, é importante saber que terá que estudar para sempre. Não tem como ser atualizado e proporcionar a melhor Odontologia sem estudar e se aperfeiçoar. O profissional da Odontologia deve estar atento e, para isso, precisa fazer cursos, especialização, imersões, frequentar congressos, ler artigos científicos etc.”.

A Auxiliar em Saúde Bucal da Universidade de São Paulo (USP), Aline Cantão dos Santos, Secretária da Câmara Técnica de Auxiliar em Saúde Bucal (ASB) e Técnico em Saúde Bucal (TSB) do CROSP, também recomenda a atualização constante na área odontológica.

Segundo ela, o fim do curso não significa o fim do aprendizado. Por isso, é importante não deixar de estudar, fazer novos cursos, colocar em prática os conhecimentos e, principalmente, dar propósito e sentido a tudo o que se faz. Especialmente para aqueles que almejam entrar no universo da Odontologia.

Aline considera que a educação é primordial para alcançar novos horizontes. Ela reforça que é necessário procurar cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), que proporcionem um conteúdo técnico de qualidade, vivência prática e que tragam uma importante bagagem de aprendizado. “A educação é uma poderosa ferramenta, pois fornece o passaporte para um mundo mais justo. Por meio dela obtemos uma melhor compreensão das coisas, além de calibrar o olhar crítico com mais coerência e embasamento. Isso estende-se também aos profissionais de ensino dos cursos de ASB e TSB e da graduação em Odontologia, pois a qualidade da formação desses novos profissionais é a essência que garante uma equipe mais eficiente em todos os aspectos”.

Para Aline, o Dia Internacional da Educação é uma oportunidade para comemorar e para promover a luta por políticas públicas que defendam e garantam uma educação de qualidade a todos. “É dia de refletirmos como exercemos nosso papel perante as pessoas que buscam saúde bucal. Como parte da equipe odontológica, nossa importância transcende em um atendimento a quatro mãos ou uma profilaxia. Somos multiplicadores de informação. Detemos uma imensa responsabilidade em reproduzir informações fidedignas, com clareza na comunicação, lembrando sempre que, por muitas vezes, o ouvinte é leigo no assunto ou até mesmo não obteve o mesmo acesso a estudos como nós”.

Nesse contexto, Dra. Adriana Zink acrescenta que gostar de gente é uma premissa para a prática da Odontologia, além de lembrar que as pessoas é quem devem ser tratadas, e que não são números. “A humanização do atendimento também é uma discussão atual e necessária: ser empático, atualizado e trabalhar baseado em preceitos éticos e científicos”.

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