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Coronavírus: o que o cirurgião-dentista deve saber e como atuar

O novo coronavírus, que ataca o
sistema respiratório, pertence a uma grande família viral e se espalhou a
partir da região Wuhan, na China, deixando todos os países em alerta. Com
sintomas parecidos com os da gripe, o vírus pode causar doenças respiratórias
leves a moderadas, entre elas, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a
Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

Segundo a Sociedade Brasileira de
Infectologia, o novo vírus trata-se de uma variante do vírus, denominada
2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Até o aparecimento do
2019-nCoV, existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos,
incluindo o SARS-CoV e MERS-CoV.

Diante desse cenário, a Sociedade
Brasileira de Infectologia (SBI) disponibilizou um informe para profissionais
da saúde e para o público em geral com mais informações sobre o coronavírus
(acesse aqui: https://drive.google.com/file/d/1alqe7VUWgUOyrS8kwvmKL7OCDuvJsXcx/view)

Atenção aos sintomas e transmissão

De acordo com as informações
divulgadas pela SBI, alguns indivíduos podem não apresentar sintomas, mas, em
alguns casos de infecções de vias áreas superiores, os sintomas são semelhantes
a um resfriado. Em casos graves, assemelham-se a pneumonia e insuficiência
respiratória aguda. As crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa
imunidade podem apresentar manifestações mais graves. No caso do 2019-nCov,
ainda não há relato de infecção sintomática em crianças ou adolescentes.

Segundo o órgão, alguns
coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do
paciente infectado). Na maioria dos casos, a transmissão é limitada e se dá por
contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente – como
profissionais da saúde ou familiares -, que tenham tido contato físico e/ou
tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente. 

Em caso de suspeita, a(o)
cirurgiã(o)-dentista deve encaminhar o paciente para atendimento médico com o
descritivo dos sintomas observados pelo profissional, pois os exames
laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético
do vírus em secreções respiratórias.

Recomendações

Para se prevenir, é recomendável
lavar as mãos regularmente, cobrir boca e o nariz ao tossir e espirrar, evitar
aglomerações e ambientes fechados, não compartilhar objetos de uso pessoal
(talheres, pratos, copos e/ou garrafas).

Ministério da Saúde

Segundo o Ministério da Saúde não
há casos suspeitos de pacientes infectados pelo vírus no Brasil. Os cinco
possíveis casos de suspeitas, notificados desde 18 de janeiro, foram
descartados após não atenderem aos critérios clínicos e epidemiológicos
estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 O ministério também anunciou a instalação do
Comitê de Operações de Emergência (COE) para tratar do surto do novo
coronavírus. O grupo tem como objetivo preparar a rede pública de saúde para o
atendimento de possíveis casos e monitorar a situação junto à OMS.

Confira as orientações do COE no
site do Ministério da Saúde. (http://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46230-ministerio-da-saude-atualiza-situacao-para-os-estados)

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