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CIOSP: Projeto Saúde Coletiva debate crise e SUS

O segundo dia do Congresso Internacional de Odontologia de
São Paulo (CIOSP) também foi marcado por discussões sobre Políticas Públicas de
Saúde Bucal. Além de projetos premiados no setor público, os participantes da
atividade acompanharam as apresentações dos representantes das esferas federal,
estadual e municipal.

O tema “Saúde Bucal Coletiva e o SUS” norteou o encontro,
dividido em duas partes. A primeira parte do evento trouxe o tema “Experiências
exitosas da saúde bucal no SUS” com apresentação das atividades das cidades de
Ibiporã, Resende e Manaus. Todos eles foram premiados na etapa nacional do
Prêmio Brasil Sorridente, realizado pelo CFO e os conselhos regionais. 

Já no período da tarde, a segunda mesa de discussões abordou
“A saúde bucal nas Redes de Atenção à Saúde no SUS”. Coordenado pelo secretário
do CROSP, Marco Manfredini, este evento teve a apresentação dos coordenadores
de saúde bucal nacional e estadual, Ademir Fratric Bacic e Maria Fernanda
Tricolli, respectivamente. Além deles, a diretora do COSEMS-SP, Maria Dalva
Amin  também fez seus apontamentos.

Manfredini solicitou que as esferas de governo apresentassem
as suas propostas para 2016, num cenário de crise econômica e política.
Solicitou que cada esfera apontasse as suas proposições face ao financiamento,
planejamento e implantação de políticas, qualificação dos serviços, melhoria
das condições de trabalho para os profissionais e implantação de plano de
cargos, carreiras e salários.

No momento da exposição sobre o Ministério da Saúde, o
Coordenador Nacional de Saúde Bucal solicitou que o assessor Edson Hilan
fizesse a apresentação em nome da esfera federal.

Nos debates, a presidente da Câmara Técnica de
Odontopediatria do CROSP, Sonia Pineda Vicente, enfatizou a necessidade de os
Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) contarem com profissionais de
Odontpediatria. Segundo ela, o atendimento direcionado à criança é uma medida
preventiva bastante eficaz.

Observações

Pela manhã, a abertura contou com as presenças dos
presidentes da Associação Paulista dos Cirurgiões-Dentistas (APCD), Adriano
Forghieri e da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD), Silvio
Cecchetto, do Secretário-Geral do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo
(CROSP) e representante do Conselho Federal de Odontologia (CFO), Marco
Manfredini, da Diretora do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do
Estado de São Paulo (COSEMS/SP), Maria Dalva Amim dos Santos, do representante
da Associação Brasileira de Ensino Odontológico (ABENO), Celso Zilbovicius, da
representante da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Maria da Candelária
Soares, dos professores e pesquisadores Paulo Capel Narvai e Paulo Frazão.

“Políticas Públicas é
um tema delicado e por isso devemos estar unidos. Assim ficamos mais fortes
para brigar pelo desenvolvimento de projetos.”, disse o presidente da
APCD.  Também na abertura do evento,
Cecchetto aproveitou a oportunidade para falar das ações realizadas pela ABCD.
“Temos um trabalho de prevenção de câncer bucal junto ao CROSP e de prevenção
da cárie com a inclusão de produtos de higiene bucal na cesta básica”.

Manfredini também destacou as ações do CROSP. “Neste momento
estamos trabalhando na divulgação do levantamento da fluoretação da água no
estado de São Paulo. É importante destacar que o Conselho, a USP e a Unicamp
trabalharam neste projeto com transparência de informação. Conseguimos fazer
mais de 11 mil coletas e, o resultado da pesquisa, estará acessível para todos.
Então os cirurgiões-dentistas e os moradores vão saber se o flúor da água de
sua cidade está em quantidade adequada”.

O secretário do CROSP alertou para a necessidade de ampliação
do gasto público com saúde bucal e em especial das esferas federal e estadual.

A diretora do COSEMS, em sua fala de abertura, ressaltou a
importância do tema Políticas Públicas, dentro do CIOSP. “É fundamental a
participação voltada ao setor público nesse espaço. Nos primeiros anos de
evento não se ouvia falar da saúde coletiva. A agenda era voltada ao mercado e
hoje fico feliz de ver a sala cheia”, destacou.

A formação de profissionais com um olhar mais cuidadoso para
a saúde pública foi destacado por Zilbovicius da ABENO. “O órgão formador não
pode ficar fora deste processo. Infelizmente ainda temos docentes com visões
negativas e contrárias ao SUS”, salientou.

Já o professor Frazão, ressaltou a importância das políticas
públicas serem temas em outros eventos, além do Congresso. “Precisamos colocar
na agenda desses Congressos e em espaços institucionalizados, como conselhos de
saúde. A intenção é apresentar os problemas de saúde bucal e as principais
alternativas de resposta”.

Capel ainda acrescentou que “Muitos consideram que a
Odontologia Pública deve ser um programa, mas não é esse o objetivo. Queremos
Políticas Públicas de Saúde. Digo que estamos com o sinal amarelo ligado e, nesse
momento, poderemos ter graves desencaminhamentos para a saúde bucal em nosso
país”.

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