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Atendimento odontológico ao paciente com Esclerose Múltipla deve priorizar a orientação e a prevenção

A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune, neurodegenerativa e de causa desconhecida que acomete o sistema nervoso central, levando à incapacidade progressiva, problemas pessoais, familiares, sociais e profissionais. Atualmente, ela afeta cerca de 2,8 milhões de pessoas no mundo. Estima-se que, no Brasil, cerca de 40 mil pessoas vivem com a doença. A maioria delas é diagnosticada entre as idades de 20 e 40 anos, com ocorrência duas a três vezes maior em mulheres do que em homens.

A doença apresenta quadros de agravo e remissão, caracterizados por surtos ou ataques agudos da atividade. Os sintomas mais comuns são a neurite óptica (inflamação do nervo óptico), paresia (restrição/diminuição do movimento) ou parestesia (sensação de formigamento ou dormência) de membros, disfunções da coordenação e equilíbrio, mielites (distúrbio neurológico, marcado por inflamação focal que, em geral, atravessa os dois lados da medula espinhal), alterações cognitivas e comportamentais, espasticidade (aumento involuntário da contração muscular), ataxia (dificuldade ou mesmo incapacidade de se manter a coordenação motora como normalmente), tremor, fadiga, fraqueza muscular e depressão, além de levar à deficiência progressiva e dependência de cuidados. 

O conhecimento acerca da esclerose múltipla é fundamental, inclusive na Odontologia, uma vez que a condição ocasiona limitações que prejudicam, inclusive, o processo de higienização bucal.

Segundo a Cirurgiã-Dentista e membro da Câmara Técnica de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dra. Graziela Pellegrini de Oliveira, o ideal seria que todo paciente, quando recebesse o diagnóstico de esclerose múltipla, fosse encaminhado ao Cirurgião-Dentista para que, nesse momento, já iniciasse um acompanhamento odontológico focado em orientação e prevenção em saúde bucal.

“A gente sabe que isso nem sempre acontece e que, na maioria das vezes, quando o paciente nos procura é porque já existe uma dificuldade na higiene bucal. Consequentemente, observa-se uma condição oral precária. As sequelas na visão, fadiga, dor e, principalmente, as dificuldades motoras fazem com que a escovação seja prejudicada”.

Cuidados 

A especialista explica que os cuidados odontológicos com o paciente devem ser individualizados, levando em consideração a fase da doença, as medicações que ele faz uso e o grau de comprometimento nas suas habilidades e autonomia.

De acordo com ela, pacientes em início de doença são orientados com relação à higiene oral. Já aqueles casos em fases mais avançadas, nas quais os pacientes necessitam de um suporte maior, é possível lançar mão das tecnologias assistivas. “Escovas adaptadas e fio dental em forquilha são alguns exemplos para que, com esse suporte, o paciente possa manter sua autonomia e que para que, quando isso não for mais possível, as orientações se voltem aos cuidadores”. 

Além disso, a especialista lembra da importância de inserir o Cirurgião-Dentista na equipe multidisciplinar que acompanha esse paciente, pois isso fará toda diferença nas condutas e estratégias de acompanhamento e prevenção, visando a melhora de sua qualidade de vida e bem-estar.

 

 

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