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Alergia nas consultas odontológicas podem acontecer?

Especialista explica que manifestações são incomuns, mas o Cirurgião-Dentista é parte fundamental na prevenção, diagnóstico e tratamento 

Reações alérgicas no consultório odontológico não são comuns, contudo, é fundamental que o profissional esteja atento a essas manifestações, caso ocorram. No Dia Mundial da Alergia (8/7), o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) destaca algumas informações sobre a condição que se apresenta por meio de reações de intensidades variadas, após o contato com determinadas substâncias de origem natural (alérgenos), capazes de provocar uma hipersensibilidade em pessoas mais suscetíveis.

As reações alérgicas podem ocorrer posteriormente a administração sistêmica ou em contato local (tópico) com o alérgeno. Como resultado, podem ser observados sinais e sintomas sistêmicos, de diferentes níveis de gravidade, ou manifestações locais isoladas. Os sinais e sintomas podem ser imediatos ou tardios.

De acordo com a Cirurgiã-Dentista e secretária da Câmara Técnica de Patologia Oral e Maxilofacial do CROSP, Dra. Ana Lia Anbinder, na Odontologia existem muitos materiais que podem causar algum tipo de reação alérgica, incluindo medicamentos, entre eles, os anestésicos locais, anti-inflamatórios e antibióticos, além de materiais odontológicos como elementos endodônticos (hipoclorito de sódio, formaldeído, pasta zincoenólica), de moldagem, resinas (acrílica e composta) e metais ou ligas metálicas (amálgama, titânio, níquel e outras ligas). 

Além desses itens, alimentos, aditivos alimentares, dentifrícios (pastas, cremes géis ou pós de dente) e enxaguatórios bucais também fazem parte do rol de possíveis alérgenos. O látex da luva odontológica ou do lençol de isolamento é outro material que pode ser fonte de reações alérgicas tanto para profissionais quanto para pacientes.

“Os sinais e sintomas podem incluir dermatite, prurido na pele ou mucosa, úlceras, lesões brancas e edema locais, sensação de queimação, eritema, rinite, tontura, entre outros. Podem ocorrer reações mais graves, como as anafiláticas, que colocam em risco a vida do paciente, mas que são muito raras”, explica a especialista.

Embora sejam incomuns, Dra. Ana informa que é importante que o Cirurgião-Dentista esteja preparado para evitar e identificar os casos de alergia no consultório, sabendo como reagir e prestar a assistência necessária ao paciente. “Uma boa anamnese é importante para identificar e evitar casos de reações alérgicas conhecidas pelo paciente e associadas ao tratamento odontológico”.

A especialista acrescenta, ainda, que as reações alérgicas a anestésicos são extremamente raras e, na maioria das vezes, não estão associadas ao agente anestésico em si, mas a outros componentes da solução, como antioxidantes e conservantes. A maioria das reações adversas aos anestésicos locais têm origem psicogênica ou vasovagal.

“Um estímulo antigênico pode, ainda, ser a causa de uma série de lesões ou doenças com manifestações bucais, como a ulceração aftosa recorrente, síndrome de Behçet, sarcoidose, granulomatose orofacial e angioedema. O uso de medicamentos comuns de diversas classes, entre eles anti-hipertensivos e antidiabéticos, podem estar associados a reações na mucosa bucal, como as reações liquenoides. Em situações como essa o Cirurgião-Dentista é parte fundamental no diagnóstico e tratamento, que envolve a identificação e, se possível, remoção da causa da alergia”, finaliza a Dra. Ana Anbinder.

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